O círculo se manifesta de infinitas maneiras no Universo e é uma formação essencial nas relações humanas. Estar em círculo é compartilhar, sem nenhuma pessoa na frente ou atrás, sem destaques, um espaço onde todos podem se ver. O formato circular representa a Totalidade e a Unidade, nos lembrando que estamos conectados e somos Um na grande roda da vida. O átomo, a célula, o óvulo, os chakras, o Sol, a Lua, os planetas, os ciclos... a circularidade está presente dos menores aos maiores fenômenos da natureza.
Estar em círculo nos traz a sensação de completude. Saímos de um lugar e voltamos a ele, como um eterno retorno. Segundo Carl Jung, “o círculo é o símbolo religioso mais poderoso” devido ao seu vinculo de conexão, de religar. O centro do qual se veio e ao qual retornará. Joseph Campbell complementa que “o mundo todo é um círculo. Todas as imagens circulares refletem a psique, de modo que há uma relação entre essa forma geométrica e a real estruturação de nossas funções espirituais.” *
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| Foto: Luiza Vianna |
“Quando fazemos a roda resgatamos um arquétipo que está no inconsciente coletivo, da egrégora. Dar as mãos é formar esse círculo mágico, que nos une como um anel”, relata a professora de Biodanza Liliana Viotti. Ela afirma que as vivências de Biodanza utilizam as formações de roda para acordar o sentimento de partilha. “A roda nos traz para a coletividade, para o todo, nos tornando mais solidários e mais humanos.”
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| Foto: Luiza Vianna |
“Estar em círculo é voltar a sua essência” afirma Cristiana Menezes (bailarina e focalizadora de Danças Circulares Sagradas). “Quando damos as mãos formamos 2 eixos, unindo Céu e Terra na vertical, o nosso compromisso do religare. Na horizontal, temos o exercício do fraterno, de se relacionar com o outro. Os dois eixos formam uma cruz que tem o seu centro no Coração. A roda nos traz a sensação de pertencimento e o aprendizado da cooperação, cooperar com o coração. Em uma sociedade tão individualista, cheia de filas, precisamos exercitar o círculo, que é um espaço democrático, de partilha e de entrega”.
As atividades circulares trazem a sensação de totalidade, conexão, comunhão (comum união). No nosso cotidiano, muitas vezes, não temos oportunidades de estarmos em roda, mas podemos nos relacionar com o mundo de forma circular, nos lembrando que mesmo sem as mãos dadas em círculo, estamos conectados e o movimento de cada um irá influenciar e movimentar a grande roda que formamos juntos.
Referências:
* Joseph Campbell. O poder do Mito.
** Bernhard Wosien. Dança: um caminho para a Totalidade.


Lindo, lindo! Belo trabalho! Belas fotos!
ResponderExcluirVocê tem a fonte da citação do campbell? Se sim, vale a pena dar referência para o leitor de maior sede.
bjs, pa´rabéns!
Que bom Geo! Grata pelos comentários. Já coloquei as referências das citações que usei. Beijos
ResponderExcluirMuito lindo Luiza! Gostei muito também!!! Estou preparando um texto sobre mandalas, acredita? Achei muito interessante, tudo a ver! B´Ju
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