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| Foto: Kalu Brum |
Uma gestação saudável, acompanhada por consultas e exames que eliminem a suspeita de complicações, deveria ser o suficiente para manter a gestante serena. Ainda assim a gravidez parece um poço de medos para muitas mulheres. Elas se preocupam com a saúde do feto, os resultados dos exames e Ultrassons, com o parto, com os cuidados com o bebê e a amamentação. No fundo, porém, o grande medo é do desconhecido e das transformações que virão!
Uma mulher prestes a parir está diante de um momento de passagem que trará mudanças na rotina, na vida com o parceiro, na relação com os próprios pais, na vida profissional, na auto-imagem... E por aí vai!
Mãe de duas meninas, Letícia Dawahri diz que viveu a segunda gestação com mais tranqüilidade, mas mesmo assim teve com o que se preocupar: “me preocupava com a nova vida, sendo mãe de duas; com a relação entre as irmãs, em como fazer que o bebê seja aceito e faça parte da nossa família de forma feliz.”
Seja de primeira viagem ou experiente, a gestante pode ter muitos receios. E imagino que ninguém deseje viver com a cabeça envolta em problemas. No caso de uma grávida, duas cabeças: é comprovada a relação entre os pensamentos da mãe e as emoções do feto. Por isso também a mulher não precisa, nem deve, se paralisar diante dos medos. A saúde emocional de duas pessoas está em questão! Mas como fazer para acalmar a mente quando ela insiste em se preocupar?
A doula e psicóloga Daphne Paiva, mãe de duas crianças, entrevistada sobre qual conduta pode ajudar a gestante a se manter serena, recomendou: “participar de grupos de gestantes que priorizem o bem estar e a saúde da gestante, ler muitos relatos de partos tranqüilos e felizes, tirar as dúvidas com profissionais humanizados (enfermeiras, parteiras, doulas), não dar muitos detalhes da gestação para familiares (tamanho e peso do bebê, idade gestacional exata, possíveis problemas encontrados) e não dar ouvidos às coisas horríveis e trágicas que muitas pessoas costumam dizer.”
A mãe Letícia, e também psicóloga, disse que, se engravidasse novamente, manteria sua serenidade através de muita meditação, yoga, respiração, tempo para curtir a barriga, passeios ao ar livre, com cachoeiras e mar.
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| Foto: Kalu Brum |
A conduta dessa mãe certamente propiciaria interiorização e conexão com o bebê, que conseqüentemente a ajudaria a perceber quando a gestação vai bem ou não. É importante a grávida lembrar-se de que o bebê está no corpo dela, de que eles ainda são unos; de forma que qualquer intercorrência será percebida por ela e qualquer solução será criada por ela. Com isso quero dizer que a gestação está nas mãos da mulher! Vivendo a gravidez de forma ativa, buscando recursos para se interiorizar, a grávida vai eliminando os medos. A doula Rebeca Celes diz que “se a gestante estiver confiante de que tudo está dentro dos planos da natureza (ou de Deus, como queira) e afirmar isso às pessoas ao seu redor, todos ficarão mais seguros.”
Para estar acompanhada na empreitada da maternidade, a gestante pode contar com os grupos de apoio presenciais e virtuais. Recomendo, em Belo Horizonte, a ong Bem Nascer; o grupo virtual parto do princípio; em São Paulo, o GAMA, com encontros semanais e grupo virtual; e no Rio de Janeiro, Instituto Aurora.
Com uma gestação serena estaremos gestando um mundo mais harmonioso e pacífico do que temos hoje. Cada barriga que cresce é um bocado de esperança que está por explodir. Alimente apenas seus bons pensamentos!


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