| Foto: Arquivo Pessoal |
Andei, andei, andei, até encontrar...
(Neuma Morais/ Neon Morais)
Caminhar faz bem. Todos de acordo? Difícil negar os benefícios de uma caminhada: pode ser feita por pessoas de qualquer idade, de qualquer condição financeira, em qualquer lugar! Por ser um exercício abrangente, a caminhada é constantemente recomendada por médicos, fisioterapeutas e educadores físicos.
A fisioterapeuta Brena Pinho diz que a caminhada oferece vários benefícios, como “auxiliar no controle do colesterol, diabetes e pressão arterial, melhorar o humor, acelerar o metabolismo, melhorar a circulação, auxiliar no controle do peso corporal, fortalecer os músculos e melhorar a respiração.”
A medicina nos mostra que caminhando é possível manter a saúde do coração e boa forma física. Ao andar, porém, conseguimos mais do que um corpo saudável. Podemos também serenar a alma! Enquanto o sangue flui por nosso corpo, as ideias se aquietam, descendo para os pés, e surge maior clareza em nossas mentes. O teólogo e monge beneditino Anselm Grün, no livro “ Não esqueça o melhor”, diz: “Caminhar me liberta de toda a inquietude e de todos os resíduos da alma. Muitas pessoas constatam que caminhar as acalma mais do que se elas estivessem sentadas em silêncio.”
Ao caminhar com atenção no próprio corpo, no espaço e na respiração, em silêncio, o caminhante se integra e esvazia, fazendo da simples caminhada um profundo momento meditativo. Para quem está precisando “pôr a cabeça no lugar”, nada melhor que andar sentindo o próprio corpo, transpirando e sentindo a vida fluir junto com o caminho. Assim, a vida literalmente se encaminhará! E os problemas ficarão no chão, deixados pelos rastros do caminhante.
“Quem se põe a caminho quer saber o sentido de sua vida.”, diz o alemão Grün. A andança é um estado de procura, que nos vincula com a origem e o destino de nossa caminhada. O teólogo apresenta em seu livro a tese de que o ato de caminhar está conectado à força motriz da vida. Quem caminha está a procura, e por isso, teria mais chances de encontrar o que busca do que aqueles que se acomodam.
“Em última análise, o destino de nossa caminhada nunca se encontra dentro deste mundo; caminhamos sempre rumo a um aconchego último, rumo a um lar em que possamos nos assentar definitivamente. Em seu romance, Henrique de Ofterdingen, Novalis cunhou esse aspecto do caminhar com a seguinte pergunta: “Então, aonde vamos? Sempre para casa”.
E agora, vai ficar parado? Eu vou calçar meu tênis e andar! Fui!
Citações de GRÜN, Anselm. Não esqueça o melhor. Ed. Paulinas
Dúvidas:1. Essa foto é apropriada para o texto? os fotografados são meu filho e meu avô. Se tiverem outra foto p/ sugerir, aceito.
ResponderExcluir2. A fotógrafa é minha tia. Nesse caso, ponho como crédito o nome dela ou coloco "arquivo pessoal"?
Precisamos definir um formato de citar a bibliografia.
Bjs, sat nam
geo
Bacana, Geo! Gostei muito do tema. Simples e interessante. Também dá uma série.
ResponderExcluirSobre as suas dúvidas: achei a foto apropriada sim, está interessante mostrar a caminhada pode ser feita tanto por uma criança como por um senhor caminhando.
Sobre o crédito da fotografia, acho que a denominação "arquivo" cai bem quando forem imagens pessoais nossas (que não somos fotógrafas). É o que acho.
Sat nam! beijo
Parabéns Geo! Gostei do texto e sobre o crédito da foto, acho que pode colocar "arquivo pessoal". Concordo com a opinião da Ramjeet.
ResponderExcluirAcho muito bacana a forma como você convida o leitor em alguns textos.